Maputo (O Destaque) – O Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM, IP) está a procurar no Brasil soluções tecnológicas que possam ser adaptadas à realidade dos pequenos produtores moçambicanos, com particular atenção para o cultivo do algodão, oleaginosas, milho e feijões.
A missão, liderada pelo Director-Geral do IAOM, Eng. Edson Almeida, participa no 15.º Congresso Brasileiro do Algodão e inclui visitas técnicas a iniciativas consideradas de referência na agricultura sustentável.
Durante a passagem pela Fazenda Vista Alegre, em Belo Horizonte, a equipa conheceu o Projecto Crioulo, dedicado à recuperação e multiplicação de sementes crioulas e indígenas, com destaque para variedades de milho vermelho e milho preto de pipoca.
Mais do que observar variedades de sementes, a visita permitiu ao IAOM acompanhar, no terreno, o funcionamento de semeadores manuais utilizados no sistema produtivo do projecto.
A tecnologia está entre as soluções que o instituto pretende avaliar para uma possível introdução em Moçambique, através da Linha de Financiamento para o algodão e oleaginosas. A proposta passa por integrar culturas como milho e feijão no mesmo ambiente produtivo, procurando diversificar a produção e reforçar as cadeias de valor agrícolas.
Segundo o IAOM, os semeadores podem reduzir o esforço e o tempo normalmente exigidos pelo plantio manual com enxada, ao mesmo tempo que permitem maior precisão no espaçamento e na profundidade das sementes.
O equipamento apresenta ainda a possibilidade de utilização em sistemas de consórcio de milho, feijão, algodão e oleaginosas, além de poder ser usado no plantio directo e exigir baixos custos de operação e manutenção.
A experiência observada no Brasil surge, assim, como uma referência para o modelo de intensificação sustentável que o IAOM está a estruturar para as cadeias produtivas do algodão e das oleaginosas em Moçambique.
A aposta é aproximar tecnologia e agricultura familiar, procurando soluções que possam aumentar a eficiência da produção sem afastar os pequenos produtores dos meios disponíveis no seu quotidiano.
