Maputo (O Destaque) –Um batismo de calouros realizado no Colégio JGM, na província do Huambo, está a gerar fortes reações públicas após imagens do evento revelarem uma encenação com simbolismo considerado inadequado para o contexto escolar. Cruz invertida, estética obscura e elementos associados a práticas ocultas foram vistos por muitos como excessivos e despropositados num espaço educativo.
Os vídeos, amplamente partilhados nas redes sociais desde o dia 4 de dezembro, mostram estudantes envolvidos em uma performance com forte carga simbólica. A reação foi imediata: pais, educadores e diversos setores da sociedade angolana manifestaram-se preocupados com os limites da liberdade criativa em instituições de ensino.
Críticas à direcção e à supervisão educativa
Grande parte da indignação recai sobre a direcção do colégio e sobre o Gabinete Provincial da Educação, liderado por Mário Rodrigues, por alegada falta de acompanhamento das actividades extracurriculares. Muitos questionam como uma performance desse tipo foi autorizada sem a devida ponderação pedagógica e ética.
Circula, entre encarregados de educação e professores, uma nota informal atribuída a fontes do sector educativo, que repudia a iniciativa: “O acto, ainda que criativo, não se alinha aos princípios pedagógicos, éticos e morais esperados de uma instituição de ensino.”
