Sofala (O Destaque) — A província de Sofala enfrenta o desafio de ampliar a inscrição de trabalhadores do sector informal no sistema de segurança social, numa altura em que milhares de cidadãos continuam sem cobertura de protecção social, apesar de exercerem actividades geradoras de rendimento.
A preocupação foi manifestada por Nazarete Reginaldo, directora provincial da Justiça e Trabalho em Sofala, durante as celebrações do Dia Mundial da Segurança Social, assinalado a 8 de Maio. Segundo a dirigente, a contribuição para o sistema deve ser encarada não apenas como uma obrigação legal, mas também como uma garantia de estabilidade e protecção para os trabalhadores e suas famílias.
Nazarete Reginaldo defendeu a necessidade de aumentar o número de contribuintes e beneficiários, com especial enfoque nos trabalhadores por conta própria, de forma a assegurar assistência social no presente e no futuro.
Entre os grupos prioritários apontados estão vendedores informais, agricultores, pescadores, transportadores, artesãos, profissionais liberais e pequenos empreendedores, considerados fundamentais para a dinamização da economia local, mas ainda pouco abrangidos pelo sistema de segurança social.
A dirigente destacou igualmente a importância de reforçar campanhas de sensibilização e educação sobre os benefícios da segurança social, incentivando os cidadãos a aderirem e a contribuírem regularmente.
As cerimónias comemorativas em Sofala reuniram representantes do sector do Trabalho e Segurança Social, membros do movimento sindical, representantes da Associação Comercial da Beira, contribuintes, pensionistas e trabalhadores de diversos sectores.
