Maputo(O Destaque)-A capital da Guiné‑Bissau vive momentos de tensão nesta quarta-feira, após relatos de disparos em áreas próximas ao palácio presidencial e à sede da Comissão Nacional de Eleições (CNE), e a detenção do presidente Partido para a Alternância Democrática – MADEM G‑15, Umaro Sissoco Embaló, num desfecho que segue às eleições gerais realizadas há três dias e antes da divulgação dos resultados oficiais.
Fontes da imprensa internacional e correspondentes no terreno confirmam intensa troca de tiros nas zonas do palácio e da CNE, com relatos de soldados assumindo o controlo de estradas de acesso e entradas para edifícios estatais. O presidente Embaló, em declarações à revista Jeune Afrique, afirmou ter sido detido por volta do meio‑dia, sob um suposto golpe de Estado organizado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército.
Com a crise instalada, os militares anunciaram ter assumido o “controlo total” do país e declarado a suspensão do processo eleitoral, gerando apreensão entre cidadãos e actores políticos. A decisão provocou o encerramento imediato de várias emissoras de rádio na capital, intensificando o clima de insegurança e incerteza institucional.
Até ao momento, a Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau não se pronunciou; as autoridades militares limitam‑se a afirmar que estão a garantir “estabilidade e ordem”, enquanto partidos da oposição qualificam a ação de “golpe de Estado” ou de “manobra para impedir a divulgação dos resultados”.
