EUA exigem que Venezuela rompa laços com China, Rússia, Irão e Cuba como condição para cooperação petrolífera

O Destaque-A administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou a liderança interina da Venezuela de que pretende que Caracas corte relações económicas e estratégicas com China, Rússia, Irão e Cuba como condição para avançar na cooperação comercial, especialmente no sector petrolífero. A exigência foi divulgada nesta quarta-feira em vários meios internacionais, incluindo a ABC News e agências europeias, com fontes familiarizadas com as conversações.

Segundo relatos, a Casa Branca condicionou a possibilidade de a Venezuela retomar a exploração e exportação de petróleo ao fim dos laços diplomáticos e comerciais com os países mencionados, além de privilegiar os Estados Unidos como parceiro principal na produção e venda de crude pesado.

Esse pedido emerge num contexto de grande tensão geopolítica na região. A China e a Rússia, em particular, têm sido aliados históricos de Caracas, com investimentos significativos nos sectores energético e financeiro venezuelanos ao longo da última década. Uma ruptura desses laços implicaria uma reorientação profunda da política externa de um país que tem fontes tradicionais de cooperação com várias potências globais.

A exigência provocou críticas por parte de Pequim, que considerou o pedido uma forma de intimidação. O Governo chinês defendeu o direito da Venezuela de gerir livremente as suas relações económicas e destacou que a soberania sobre recursos naturais deve ser respeitada de acordo com o direito internacional.

Até ao momento, o Executivo venezuelano ainda não divulgou uma posição oficial sobre as exigências norte‑americanas. Fontes internacionais assinalam que qualquer decisão sobre a política externa de Caracas será influenciada por considerações internas e pela necessidade de equilibrar interesses económicos e diplomáticos.

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