Cuamba e Malema sob alerta vermelho

Nampula (O Destaque) Uma ameaça iminente paira sobre as províncias do Niassa e Nampula. As chuvas torrenciais que fustigaram a região nas últimas 24 horas colocaram a Cidade de Cuamba e a Vila de Malema em estado de alerta máximo, com o risco de cheias e inundações urbanas a atingir níveis alarmantes. A fúria da natureza testa a resistência das infraestruturas e a capacidade de resposta das autoridades locais, desenhando um cenário que se assemelha a um autêntico barril de pólvora prestes a explodir.

Os dados pluviométricos registados a montante são avassaladores e não deixam margem para dúvidas sobre a gravidade da situação. Caronga registou uma precipitação de 188.7mm, enquanto Malema sede foi fustigada por 180.2mm de chuva. Mesmo com um registo menor, a Cidade de Cuamba não escapou à intempérie, acumulando 70.2mm. Este volume colossal de água previsivelmente provocará um aumento drástico dos escoamentos, resultando na subida galopante do nível hidrográfico dos rios Muanda, Namuthimbwa, Malema e Mutivasse, cujos caudais podem ultrapassar o nível de alerta nas próximas 48 horas.

Ciente da gravidade da situação e do potencial impacto devastador na vida das populações e na economia local, a Administração Regional de Águas do Norte (ARA-Norte, IP), através da Divisão de Gestão da Bacia Hidrográfica do Lúrio, emitiu o Aviso nº 001/DGBL/ARA-NORTE, IP/2026, classificando o risco de ocorrência de cheias e inundações urbanas como moderado a alto. A monitorização da evolução da intempérie é constante, com técnicos e autoridades locais a avaliarem as medidas de contingência necessárias para mitigar os danos e garantir a segurança das populações afetadas.

A situação é crítica e exige uma resposta rápida e coordenada das autoridades, organizações de ajuda humanitária e de toda a sociedade. A ARA-Norte, IP apela veementemente à prudência de todos os cidadãos, recomendando a retirada imediata das zonas de risco de inundações e a suspensão da travessia dos leitos dos rios Muanda, Namuthimbwa, Malema e Mutivasse, priorizando a segurança e aguardando pela melhoria das condições meteorológicas ou por indicações oficiais. A monitorização da situação continua, com a esperança de que a chuva dê tréguas e evite o isolamento e o sofrimento das comunidades afectadas.

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