Maputo (O Destaque) — O Governo reagiu às recentes polémicas ligadas aos transportes públicos, assassinatos de activistas e críticas em torno de nomeações no aparelho do Estado, durante a habitual sessão de imprensa do Conselho de Ministros conduzida por Inocêncio Impissa.
Sobre a crise dos transportes, o Executivo admitiu existir desorganização e operação irregular por parte de alguns transportadores. O porta-voz afirmou que muitas viaturas circulam sem cumprir requisitos legais, situação que, segundo disse, dificulta o controlo das tarifas e da qualidade do serviço prestado aos cidadãos.
Impissa explicou ainda que o subsídio aos combustíveis não foi criado para beneficiar transportadores, mas sim para proteger o cidadão face ao elevado custo de vida. O Governo garante que acompanha o comportamento do mercado e promete reforçar a fiscalização no sector.
Questionado sobre os recentes casos de assassinatos de activistas e cidadãos em diferentes províncias, o Executivo condenou os actos e rejeitou qualquer forma de justiça pelas próprias mãos. O porta-voz afirmou que cabe às autoridades investigar os crimes, identificar os culpados e responsabilizá-los criminalmente.
O Governo também comentou as reacções públicas sobre a nomeação de inspectores-gerais do Estado, defendendo que as escolhas são competências legais e discricionárias do Presidente da República, cabendo agora aos nomeados demonstrar trabalho antes de serem julgados pela opinião pública.
Na mesma conferência, o Executivo voltou a apelar ao combate à desinformação e aos boatos, alertando que discursos de intolerância podem agravar tensões sociais em diferentes pontos do país.
