Sem link e bidom não se abastece em Niassa

Niassa (O Destaque) — A população do distrito de Majune, na província do Niassa, está a manifestar indignação face à alegada venda irregular de gasolina nas bombas de combustível locais, onde, segundo várias denúncias, o produto estaria a ser priorizado para revendedores informais e algumas empresas, deixando motorizadas e cidadãos comuns sem acesso ao abastecimento.

De acordo com relatos feitos por residentes, sempre que há disponibilidade de combustível nas bombas de Araújo, grande parte da gasolina é colocada em bidões, tambores e galões destinados à revenda nas ruas, onde os preços acabam por disparar.

Nem sequer uma mota hoje foi abastecida. Toda gasolina é vendida nos bidões e depois revendida a preços altos na rua. Como vamos trabalhar assim?”, lamentou um dos cidadãos, apelando à intervenção urgente das autoridades locais.

Outro residente questiona os critérios usados no abastecimento, afirmando que algumas empresas estariam a beneficiar de tratamento preferencial. “Será que o combustível é só para Tenga e MLT? Se for assim, então que entreguem diretamente nas empresas. Os galões são enchidos à vista de todos enquanto a população sofre”, denunciou.

A situação começa também a afectar os custos de transporte entre Majune e Lichinga, com passageiros e operadores a relatarem aumentos repentinos nos preços das viagens, sem qualquer anúncio oficial ou documento normativo que justifique as alterações.

Apesar do clima de revolta, os denunciantes dizem confiar que o governo local poderá intervir para restaurar a ordem e garantir uma distribuição mais equilibrada do combustível disponível.

Mesmo com pouco combustível, é preciso partilhar para todos. Servir a população deve ser a prioridade”, apelam os moradores.

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