Limpeza interna na PRM: dez agentes enfrentam Processos disciplinares na Zambézia

Zambézia (O Destaque) — A Polícia da República de Moçambique (PRM) na província da Zambézia instaurou processos disciplinares contra dez agentes da corporação, numa medida que surge como sinal de endurecimento interno contra práticas consideradas incompatíveis com os princípios da instituição.

O anúncio foi feito, ontem, terça-feira pelo comandante provincial da PRM, durante uma cerimónia de patenteamento e passagem à reserva de agentes, marcada por momentos de reconhecimento profissional, despedidas e reflexões sobre o papel da polícia na sociedade.

Segundo o comandante, os processos resultam de comportamentos que violam normas éticas e regulamentares da corporação. Sem avançar detalhes sobre as infrações, a fonte explicou que a decisão pretende reforçar a disciplina e preservar a imagem institucional da PRM perante a população.

A liderança provincial da polícia defendeu que a confiança pública nas forças de defesa e segurança depende, em grande medida, da postura profissional e do cumprimento rigoroso das regras por parte dos agentes.

Enquanto a corporação enfrenta desafios internos, a cerimónia também serviu para homenagear membros que encerraram o seu percurso activo na instituição. Em representação dos agentes passados à reserva, Carmélia Joaquim Sadina destacou que a carreira policial foi marcada por sacrifícios e desafios ligados à realidade social do país.

A representante afirmou ainda que a reforma não representa um afastamento da sociedade, mas sim uma nova forma de continuar a contribuir para o desenvolvimento comunitário e para o fortalecimento do espírito de serviço público.

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