Maputo (O Destaque) — Um clima de revolta e preocupação está a ganhar força entre trabalhadores da empresa de segurança privada G4S, depois da circulação de uma mensagem interna apelando à união dos funcionários contra alegadas injustiças laborais, discriminação e incertezas sobre o futuro da empresa.
Na mensagem, partilhada entre colegas, os trabalhadores defendem a criação de um “movimento forte” para pressionar a direcção da empresa a reconhecer os direitos dos guardas, que afirmam ser os principais responsáveis pela sustentabilidade financeira da instituição. Os funcionários denunciam tratamento desigual nos postos de trabalho e criticam colegas que não participam nas reuniões organizadas pelo grupo, alegando que a falta de união enfraquece a luta colectiva.
Os autores da mensagem também demonstram preocupação com o pagamento das contribuições ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), sublinhando que o sistema representa uma garantia para o futuro das famílias em casos de reforma ou morte do trabalhador.
Outro ponto que chama atenção é o receio de uma eventual falência da empresa. Segundo os trabalhadores, existem sinais preocupantes que devem servir de alerta para todos os funcionários, apelando para que “fiquem de olhos abertos” diante da situação.
A mensagem termina com fortes críticas ao ambiente político e social do país, acusando figuras privilegiadas e corruptas de actuarem com impunidade, enquanto os trabalhadores continuam a enfrentar dificuldades.
Curiosamente, a nossa equipa do Jornal O Destaque tentou entrar em contacto e, até agora, não teve sucesso.
