Mar nacional ganha “tropa” especial: governo forma agentes para caçar crimes nas águas do País

Maputo (O Destaque) — O Governo deu mais um passo no reforço da segurança marítima ao graduar 70 agentes paramilitares do Instituto Nacional do Mar (INAMAR), numa aposta que visa endurecer o combate à pesca ilegal, ao contrabando e aos crimes que ameaçam as águas nacionais.

A cerimónia de encerramento do 6.º Curso Paramilitar dos Funcionários do INAMAR decorreu esta segunda-feira, na Escola de Fuzileiros Navais da Katembe, e foi dirigida pelo Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, que destacou a urgência de fortalecer a presença do Estado no mar.

Dos 70 graduados, 12 são mulheres e 58 homens, treinados em fiscalização pesqueira, abordagem e intercepção de embarcações, segurança marítima, técnicas operacionais e disciplina paramilitar. Segundo o governante, trata-se de uma preparação estratégica para responder aos desafios crescentes enfrentados no espaço marítimo.

Durante o seu discurso, Roberto Mito Albino alertou que a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada continua a representar uma ameaça séria à sustentabilidade dos recursos pesqueiros, à segurança alimentar das comunidades e às receitas do Estado.

Além da pesca clandestina, o ministro apontou o tráfico de pessoas, a migração ilegal, o contrabando e os crimes ambientais como fenómenos que exigem respostas permanentes e coordenadas entre as instituições de defesa, fiscalização e segurança marítima.

A cerimónia ficou igualmente marcada pela distinção dos melhores formandos. Sara Ubisse foi reconhecida pelo desempenho de destaque ao longo do curso, Marlete destacou-se como a melhor atiradora, enquanto Valio Magaia recebeu o prémio de melhor formando em educação física.

O governante terminou defendendo o reforço da cooperação entre o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, o Ministério da Defesa Nacional e a Marinha de Guerra de Moçambique, sublinhando que a protecção do mar exige instituições fortes, profissionais preparados e uma actuação firme na defesa da soberania nacional.

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