Gana recusa receber Ramaphosa após alegados ataques xenófobos contra africanos

Maputo (O Destaque) – As tensões em torno da violência contra cidadãos estrangeiros na África do Sul ganharam uma nova dimensão diplomática, depois de o Gana ter recusado receber o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, numa visita de Estado prevista para o próximo mês, em protesto contra os recentes episódios de xenofobia.

A decisão surge na sequência da morte do cidadão ganês Bashiru Isak, de 40 anos, estilista de profissão, que, segundo as autoridades do Gana e o portal Sahara Reporters, terá sido baleado durante manifestações anti-imigrantes ocorridas a 30 de Junho, em Khayelitsha, na Cidade do Cabo.

O Governo ganês classificou o incidente como parte de uma vaga de ataques xenófobos contra cidadãos africanos residentes na África do Sul e apresentou um protesto formal às autoridades sul-africanas, exigindo garantias de segurança para os seus nacionais.

Entretanto, o Governo sul-africano rejeitou as acusações, afirmando que não foram registadas mortes durante as manifestações realizadas naquela data, contrariando a versão apresentada por Acra.

Os acontecimentos ocorrem num contexto de crescente preocupação com a segurança dos migrantes africanos na África do Sul. Nas últimas semanas, milhares de cidadãos malawianos regressaram ao seu país, fugindo da violência. Relatos indicam que alguns perderam a vida durante os ataques ou na tentativa de regressar ao Malawi, enquanto muitos outros abandonaram casas, empregos e pequenos negócios.

Fonte: Malawi24

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