Chineses recorrem ao Rei do Bailundo após disputa sobre alegada feitiçaria que travava venda de carros

Maputo (O Destaque/cortesia) – Um alegado caso de feitiçaria envolvendo dois cidadãos chineses e a venda de viaturas na província do Huambo tornou-se assunto de debate público em Angola, depois de ter sido revelado pelo Rei do Bailundo, Tchongolola Tchongonga.

Segundo o soberano, os dois empresários procuraram a embala do Rei do Bailundo na sequência de um desentendimento. Um deles acusava o outro de recorrer a supostas práticas de feitiçaria para impedir a comercialização dos veículos que colocava à venda.

As declarações foram feitas durante o programa Ponto e Vírgula, da Rádio Correio da Kianda, no qual o monarca abordava o papel das crenças tradicionais e da espiritualidade na resolução de conflitos e dificuldades enfrentadas por membros da comunidade.

De acordo com Tchongolola Tchongonga, após a consulta realizada na embala, foi identificada a alegada origem espiritual do problema. O soberano afirmou que, depois da intervenção tradicional, a situação foi resolvida e as viaturas acabaram por ser vendidas num curto espaço de tempo.

Removeram aquele tal demónio que fazia com que ninguém comprasse os carros. Depois de remover, em uma semana todos os carros foram comprados”, relatou.

O Rei do Bailundo acrescentou que episódios desta natureza refletem crenças presentes em diferentes sociedades e defendeu que a fé em fenómenos espirituais não é exclusiva de uma determinada cultura ou região.

As declarações inserem-se numa reflexão mais ampla sobre o lugar das tradições, da espiritualidade e das interpretações culturais perante situações que muitas pessoas enfrentam no quotidiano.

Embora o soberano tenha apresentado o caso como um episódio real, as alegações de feitiçaria referem-se a crenças tradicionais e não constituem factos comprovados por evidências científicas. Até ao momento, não há informações de que os cidadãos chineses tenham comentado publicamente o caso.

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