“Nenhum moçambicano pode destruir o seu próprio país”, afirma o PR nas celebrações dos 62º anos das FADM

Inhambane (O Destaque) — As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) celebraram, recentemente, o seu 62° aniversário natalício, data marcada por fortes exortações à coesão nacional, valorização do efectivo militar e consolidação da paz num contexto marcado por desafios de segurança, com destaque para a estabilização definitiva do Teatro Operacional Norte (TON).

Sob o lema “FADM: 62 Anos Celebrando o Legado da Libertação, Consolidando a Paz e Defesa Nacional”, as cerimónias centrais serviram de tribuna para reafirmar o papel incontornável dos homens e mulheres que diariamente vestem a farda em prol da soberania territorial. Na ocasião, o chefe de Estado destacou que a defesa do país não constitui apenas uma atribuição castrense, mas sim um compromisso colectivo e cívico que incumbe a cada um dos cerca de 34 milhões de moçambicanos.

O Soldado como activo mais precioso

No decurso das celebrações, foi vincada a primazia pela protecção da integridade física e moral do combatente. Os comandantes foram recordados de que o soldado é o activo mais precioso do Exército Nacional, pelo que nenhuma operação militar deve ser executada sem a devida preparação táctica, informação de inteligência rigorosa e salvaguarda de recursos adequados.

O Comando chefe apontou igualmente os progressos registados na segurança de Cabo Delgado, enaltecendo a resiliência das tropas que operam em condições duras — desde as trincheiras no mato até às frentes navais e aéreas —, muitas vezes afastadas do convívio familiar para garantir o sossego da população.

Desafios estruturais e sustentabilidade

Apesar dos assinaláveis sucessos operacionais alcançados no terreno contra os grupos terroristas, o pelouro da defesa reconheceu a persistência de desafios estruturantes. Entre as prioridades apontadas para o futuro próximo constam a modernização logística, a melhoria das infraestruturas militares, a sustentabilidade financeira institucional e a contínua profissionalização das forças.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *