Niassa (O Destaque)– Um clima de consternação envolve a subunidade da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) em Lichinga, província do Niassa, após a confirmação da morte do agente Cipriano João Cassimo, de 29 anos. O incidente, ocorrido na manhã da última terça-feira, dia 15 de abril de 2025, é tratado pelas autoridades como um aparente suicídio, com o uso de uma arma de fogo do tipo AK-47.
Segundo informações preliminares divulgadas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Cassimo, que ostentava a patente de 2º Cabo da polícia, foi encontrado sem vida nas instalações da caserna durante o seu turno de serviço. A arma utilizada, com o número de série 9792, era de uso regulamentar.
Representantes do SERNIC estiveram no local para realizar os primeiros levantamentos e procederam à remoção do corpo para a morgue, onde seguiram procedimentos legais. Em declarações concisas, uma fonte do SERNIC confirmou o incidente, afirmando que “foram recolhidos os restos mortais pelas entidades competentes para a morgue”. A instituição não forneceu detalhes adicionais sobre as possíveis motivações do acto, sublinhando que as investigações estão em curso para apurar as circunstâncias exatas da ocorrência.
Esta tragédia marca o segundo caso de um agente policial a perder a vida por suicídio, conforme indicado pelo SERNIC. A notícia levanta questões delicadas sobre o bem-estar e o apoio psicológico oferecido aos membros das forças de segurança, que frequentemente lidam com situações de alta pressão e risco.
De recordar que a UIR foi um dos principais actores para repelir manifestações, onde alguns posteriormente temiam retaliação por parte da população.
