Niassa (O Destaque) — Perante o cenário alarmante nas zonas de exploração mineira no Niassa, a Administradora do Distrito de Sanga, Catija Afonso, interveio de forma enérgica durante uma intensa visita de trabalho de dois dias às jazidas de Tchanganhico, Chitiminiga, Mpochi e Bagdade, localizadas nos Postos Administrativos de Matchedje e Macaloge.
A governante lançou um apelo veemente aos centenas de garimpeiros que operam na região para que ponham travão às práticas nocivas e cumpram rigorosamente as normas de protecção ambiental. Catija Afonso condenou com firmeza o vandalismo e a destruição das placas de sinalização territorial, exigindo uma pacificação imediata e um reforço sem precedentes na cooperação entre a Associação Chiganga, o Comité de Gestão Comunitária (COGECO) e a concessionária Lipilichi Wilderness, no âmbito do emblemático Programa Chipanje Chetu.
Durante a deslocação, a dirigente distrital mediu o pulso às profundas inquietações que perturbam o quotidiano das comunidades mineiras. Em cima da mesa estiveram denúncias e preocupações críticas ligadas à falta de segurança nas minas, à ausência de assistência sanitária adequada e às condições precárias em que a actividade é exercida. A intervenção visa travar o caos e impor uma exploração responsável, capaz de conciliar o sustento familiar com a salvaguarda da biodiversidade.
“Explorar os recursos minerais com responsabilidade é proteger o ambiente, garantir o sustento das famílias e preservar o património natural para as gerações vindouras”, advertiu categoricamente Catija Afonso, num tom firme replicado em todos os garimpos visitados.
A acção do Governo do Distrito de Sanga marca assim um ponto de viragem decisivo na gestão dos recursos minerais no Norte do país, num braço-de-ferro que promete restaurar a ordem, a legalidade e a sustentabilidade no coração das reservas naturais da região.
