Maputo (O Destaque) – O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, defende que Moçambique precisa de construir uma verdadeira “cultura de não corrupção”, com a prevenção destas práticas a começar desde os primeiros anos de vida.
Chissano entende que o combate à corrupção não deve limitar-se à punição de quem comete irregularidades, mas deve incluir também uma forte aposta na educação cívica e ética das novas gerações.
“É preciso criar uma cultura de não corrupção, em todos os homens e mulheres. Isso deve começar precisamente na juventude, ou mesmo nas crianças”, defendeu o antigo estadista.
Para Chissano, a mudança de comportamento deve seguir uma lógica semelhante à construção da cultura de paz, uma causa que tem defendido ao longo dos anos.
“A cultura de paz é quando a paz vive em nós, então, temos que também lutar para criar uma cultura de não corrupção”, afirmou.
As declarações surgem num momento em que o país acompanha investigações relacionadas com alegadas irregularidades financeiras no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), reacendendo o debate sobre a prevenção da corrupção, a gestão dos recursos públicos e a responsabilização dos envolvidos.
Na perspectiva do antigo Presidente, a construção de uma sociedade menos tolerante à corrupção passa, sobretudo, por formar cidadãos com valores éticos desde cedo, para que a integridade deixe de ser apenas uma exigência institucional e passe a fazer parte da cultura da sociedade.
