Correio sob vigilância: Moçambique avança com novo regulamento para travar fraudes e reforçar a segurança postal

Maputo (O Destaque) – Moçambique está a dar passos decisivos para reforçar a segurança da sua rede postal, numa altura em que o crescimento do comércio electrónico e o aumento da circulação de encomendas colocam novos desafios ao sector. O país prepara-se para adoptar um Regulamento de Segurança Postal, instrumento que visa garantir maior integridade, confidencialidade, inviolabilidade e resiliência da Rede Postal Nacional.

A iniciativa surge como resposta à necessidade de modernizar os mecanismos de protecção dos serviços postais, face ao aumento do volume de encomendas, à ocorrência de furtos, extravios e fraudes, bem como ao surgimento de riscos tecnológicos e cibernéticos que acompanham a transformação digital do sector.

No âmbito deste processo, a Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM) realizou, na sexta-feira, na cidade de Maputo, uma consulta pública presencial destinada à recolha de contribuições para o aperfeiçoamento da proposta do regulamento.

Durante o encontro, o administrador da Divisão de Regulação, Mercados e Estatísticas do INCM, Massingue Apala, destacou que a segurança postal se tornou uma prioridade estratégica devido às profundas mudanças registadas no sector.

A segurança postal assume, actualmente, uma relevância crescente, tendo em conta os desafios associados ao aumento do comércio electrónico, à circulação de mercadorias através da rede postal, à protecção dos funcionários e utilizadores dos serviços postais, bem como à necessidade de prevenir o transporte de objectos e substâncias proibidas ou perigosas”, afirmou.

Segundo o responsável, a proposta de regulamento pretende estabelecer normas e procedimentos capazes de reforçar a segurança em toda a cadeia postal nacional, alinhando o país com a legislação vigente e com as melhores práticas internacionais.

A proposta de Regulamento que submetemos à apreciação pública visa estabelecer princípios, procedimentos e responsabilidades que reforcem a integridade, a fiabilidade e a segurança da cadeia postal nacional, em conformidade com a legislação nacional e com as recomendações e boas práticas internacionais do sector postal”, acrescentou.

Massingue Apala sublinhou ainda que a participação dos diferentes actores do sector é fundamental para garantir que o documento final responda às necessidades reais do mercado e dos utilizadores.

Esta consulta pública constitui uma oportunidade para recolher contribuições técnicas e práticas dos operadores postais e da sociedade civil, de forma a assegurar que o Regulamento final seja equilibrado, exequível e adequado à realidade do nosso País”, frisou.

A consulta reuniu operadores postais, instituições públicas e privadas, parceiros do sector e outras partes interessadas. O documento esteve igualmente disponível na página institucional do INCM, permitindo uma participação mais ampla através da submissão de comentários, observações e recomendações.

Os contributos recolhidos serão analisados e incorporados no processo de aperfeiçoamento da proposta, que deverá servir de base para uma nova etapa de modernização e fortalecimento da segurança postal em Moçambique, num contexto em que a confiança e a protecção das encomendas se tornam cada vez mais essenciais para cidadãos, empresas e operadores.

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