Maputo (O Destaque) – O analista político Dércio Alfazema afirma que há indivíduos que procuram aproximar-se e infiltrar-se nas estruturas partidárias com o objectivo de “lamber botas” dos dirigentes e, através dessa proximidade, obter benefícios.
A análise surge na sequência das declarações do Presidente da FRELIMO, Daniel Francisco Chapo, durante a 11.ª Conferência de Quadros da FRELIMO, em Chimoio, onde afirmou que “não queremos corruptos”, “não há lugar para ladrões”, não queremos traficantes de drogas “não há plateia para lambe-botas”.
Segundo Alfazema, o fenómeno da bajulação não se limita às estruturas partidárias, estendendo-se também às instituições. O analista afirma que existem indivíduos que bajulam os seus superiores hierárquicos como forma de conquistar benefícios e manter uma relação privilegiada com quem exerce poder.
Alfazema alerta ainda que algumas redes criminosas podem procurar estabelecer relações com dirigentes e instituições para se camuflarem e prosseguirem com actividades ilícitas. Na sua perspectiva, a filiação partidária, a proximidade com dirigentes ou a bajulação não devem servir de protecção para quem pratica crimes, devendo todos responder pelos seus actos perante a lei.
