Joaquim Chissano apela à união no combate ao terrorismo

Maputo (O Destaque) – O antigo presidente Joaquim Chissano salientou hoje sexta-feira que o 25 de Setembro como um marco histórico incontornável para o país, destacando as posições alcançadas no mapa geopolítico graças à bravura dos combatentes. Para o antigo Chefe de Estado, o combate ao terrorismo deve unir todos os moçambicanos numa verdadeira luta armada pela soberania nacional.

Refletindo sobre a importância da data, o estadista apontou que Moçambique merece viver e celebrar a efeméride em paz e prosperidade. “É a data em que o nosso país se tornou conhecido no mundo, e de uma maneira muito boa, porque foi tomado, durante muito tempo, como o dia da solidariedade internacional com o povo de Moçambique”, frisou, sublinhando que em quase todas as partes do planeta havia quem celebrasse a data em solidariedade à luta de libertação nacional.

Abordando a transição comemorativa, o antigo estadista recordou que a data foi, posteriormente, complementada pelo 25 de Junho, dia em que se celebra a independência do país. Ambas as datas guardam uma profunda interligação e trouxeram a vitória por se tratarem de conquistas consolidadas na unidade do povo moçambicano.

Contrariamente às lutas dispersas dos antepassados, que permitiam vitórias parciais e isoladas, a Luta Armada de Libertação Nacional materializou-se como uma força unificada a nível nacional. O antigo estadista deu o exemplo de províncias como Inhambane, onde, apesar da aparente ausência de frentes convencionais de combate armado, existia um trabalho clandestino intenso liderado por figuras como o mártir Lourenço Marques, provando que a união de todo o povo foi o verdadeiro motor da vitória.

Encarando os desafios contemporâneos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Joaquim Chissano foi categórico ao afirmar que o desígnio actual permanece o mesmo: descobrir o inimigo onde quer que ele esteja e combatê-lo com firmeza.

Apesar de eventuais limitações de meios materiais, o Chefe de Estado sublinhou que o factor determinante reside na vontade e na decisão inabalável. Tal como os combatentes do 25 de Setembro iniciaram a luta com as catanas rudimentares da Argélia e evoluíram para o uso de armamento sofisticado, o que prevaleceu foi a vontade política e a determinação estratégica.

Por fim, o antigo chefe de estado apelou a que o combate ao terrorismo seja assumido como uma causa coletiva de todos os moçambicanos, recordando o lema histórico: “Combater, produzir e estudar; estudar, produzir e combater”. A defesa da pátria exige o envolvimento activo de cada cidadão na identificação e neutralização de todas as ameaças à paz e à estabilidade nacional.

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