Membros do governo vão doar um dia de salário para apoiar reposição dos serviços de oncologia do HCM

Maputo (O Destaque) – Os membros do Conselho de Ministros decidiram contribuir com, pelo menos, um dia dos seus salários para apoiar os esforços de reposição dos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM), afectados pelo incêndio que deflagrou naquele departamento.

A decisão foi anunciada durante o briefing do Conselho de Ministros, no qual o Governo manifestou reconhecimento pela onda de solidariedade nacional e internacional desencadeada após o incidente.

Segundo o porta-voz do Executivo, a mobilização de apoios começou ainda nos primeiros momentos do incêndio, envolvendo cidadãos, organizações e pessoas que, voluntariamente, se empenharam para evitar consequências mais graves.

Na ocasião, foram destacados os esforços de cidadãos que ajudaram a retirar viaturas estacionadas nas proximidades da área atingida pelas chamas, bem como cerca de 30 botijas de gás que poderiam representar um risco adicional.

Relativamente à assistência aos pacientes, o Governo assegurou que os doentes foram retirados em segurança, não tendo sido registadas mortes entre os 22 pacientes que se encontravam internados no serviço de oncologia no momento do incidente.

Doze pacientes já tinham recebido alta e regressado às suas residências, enquanto os restantes continuavam sob acompanhamento médico. O Executivo indicou ainda que os serviços de saúde encontraram alternativas para assegurar a continuidade dos tratamentos, estimando-se que cerca de 90 pacientes continuem a receber assistência diariamente, entre os regimes de internamento e ambulatório.

Entretanto, o Governo esclareceu que ainda não existe uma previsão financeira definitiva para a reconstrução do departamento, uma vez que decorrem levantamentos para determinar as causas do incêndio, avaliar os danos e identificar os equipamentos destruídos e aqueles que podem ser recuperados.

O porta-voz apelou igualmente à população para que canalize eventuais contribuições financeiras exclusivamente através dos meios oficialmente divulgados pelo Ministério da Saúde, alertando para a circulação de páginas e contactos não autorizados que podem estar a aproveitar-se da situação para recolher donativos indevidamente.

O Governo garantiu que, depois da conclusão dos levantamentos, serão determinadas as necessidades de intervenção para permitir a reposição dos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo.

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