Muchanga diz que Albino Forquilha não devia ser testemunha, mas arguido

Maputo (O Destaque) – À porta do julgamento de Venâncio Mondlane, conhecido por VM7, António Muchanga defendeu que Albino Forquilha deveria figurar como arguido ou co-arguido, em vez de testemunha, por alegado envolvimento nas manifestações que marcaram o período em análise.

Em declarações ao Destaque, Muchanga questionou a posição de Forquilha e considerou que a sua presença nos acontecimentos, bem como a dos membros do seu partido, deveria ser tida em conta na avaliação do seu papel no processo.

“Conforme dizíamos, ele é igual a si próprio. Em contexto normal, ele deve ser arguido ou co-arguido do processo. Porque até àquela data da confusão, ele estava lá. Os membros dele estavam lá”, afirmou Muchanga.

O político foi mais longe ao contestar a possibilidade de Forquilha ser ouvido na qualidade de testemunha, defendendo que deveria responder na condição de arguido, tendo em conta aquilo que considera ser o seu envolvimento nos acontecimentos.

“Então, ele não devia ser testemunha? Ele deve ser arguido”, reiterou.

As declarações de António Muchanga surgem num momento de particular atenção pública em torno do julgamento de Venâncio Mondlane, num contexto em que o papel de diferentes actores políticos nas manifestações continua a suscitar debate.

Contudo, a posição expressa por Muchanga constitui a sua avaliação política sobre o caso e não representa, por si só, uma determinação judicial sobre a eventual responsabilidade criminal de Albino Forquilha.

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