Podemos desmente Hélder Mendonça e diz que partido está em paz; acusa narrativas de serem “manobras” para desestabilizar os compatriotas

Maputo (O Destaque) – Depois de uma conversa que o Destaque teve com Hélder Mendonça, curiosamente, Mendonça parece ter vestido a expressão de filho pródigo: foi, voltou, mas, desta vez, acaba por ser negado pelo partido. Em reacção às declarações, o porta-voz do Podemos, Duclésio Chico, rejeitou a narrativa de que a organização esteja a atravessar uma crise interna, considerando que as acusações fazem parte de uma tentativa de desestabilização psicológica e organizacional.

Em declarações ao Destaque, Duclésio Chico afirmou que a nota de reacção às alegações de Hélder Mendonça não representa, para o partido, um reconhecimento de que os órgãos estejam fora dos respectivos mandatos. Pelo contrário, o porta-voz considera que esse tipo de posicionamento procura criar instabilidade no seio da organização.

“Para nós, isto é mais uma obra para desestabilizar o partido. Desestabilização psicológica e organizacional”, declarou, defendendo que as narrativas em circulação constituem uma forma de interferir no funcionamento e no andamento interno do Podemos.

A reacção surge num contexto de divergências em torno da situação orgânica do partido, dos mandatos dos seus órgãos e das decisões relacionadas com os processos eleitorais. Entre as questões levantadas por Mendonça está a alegação de que uma providência cautelar por si apresentada terá contribuído para uma decisão judicial relacionada com a direcção eleita em 2024.

Sobre o percurso da formação política, Duclésio Chico contestou igualmente as narrativas que associam a expressão política do Podemos exclusivamente à figura de um antigo candidato presidencial. O porta-voz sustentou que o partido possui uma trajectória própria e que a sua actividade não deve ser reduzida à intervenção de uma única personalidade.

As questões relacionadas com alegadas reivindicações financeiras de parceiros políticos e com o funcionamento dos órgãos do partido também fazem parte do debate em torno da organização. Contudo, na reacção transcrita, Chico concentrou-se sobretudo em rejeitar a interpretação de que estas divergências traduzam uma crise capaz de comprometer a continuidade do projecto político.

Questionado sobre o cumprimento das metas anunciadas pelo partido, nomeadamente a formação de quadros, o porta-voz mostrou-se confiante de que o processo está próximo dos objectivos definidos, embora a transcrição disponível não permita esclarecer todos os detalhes da resposta.

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