Maputo (O Destaque) — O PODEMOS saúda o recuo do Presidente da República, Daniel Chapo, na nomeação de Waldemar de Sousa para Governador do Banco de Moçambique, considerando a decisão um sinal de coragem e de compromisso com a integridade das instituições públicas.
A posição foi manifestada pelo porta-voz do PODEMOS, Duclésio Chico, em entrevista ao O Destaque. Afirmou que a indicação de Waldemar de Sousa suscitou preocupação por este ter sido anteriormente arrolado no processo das Dívidas Ocultas, embora tenha sido despronunciado.
Para o PODEMOS, a nomeação de alguém que esteve ligado ao processo poderia afectar a confiança e a credibilidade que devem orientar a gestão da principal instituição financeira do país.
“Nós estamos a perceber que a nomeação de alguém que outrora foi indicado nas Dívidas Ocultas teria uma afronta àquilo que é a vida financeira e económica do país”, afirmou o porta-voz.
Duclésio Chico considera que o recuo do Presidente da República demonstra que o Chefe de Estado esteve atento à reacção da sociedade e às críticas levantadas em torno da nomeação. A decisão constitui igualmente uma demonstração de compromisso com a integridade e com a recuperação da confiança nas instituições nacionais.
O PODEMOS defende que o novo Governador do Banco de Moçambique deve ser idóneo, transparente e competente, sobretudo para responder aos desafios económicos e financeiros que o país enfrenta, incluindo a crise de divisas.
“Precisamos de pessoas idóneas para dirigir aquilo que são as nossas instituições e também de forma transparente”, defendeu o porta-voz do partido.
