Maputo (O Destaque) — O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou hoje os trabalhadores moçambicanos a renovarem o seu compromisso com o desenvolvimento do país, defendendo uma forte aliança entre o Governo, empregadores e a sociedade para impulsionar a transformação económica e social de Moçambique.
O apelo foi feito durante as celebrações dos 50 anos da Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS). Na sua intervenção, o Chefe do Estado sublinhou que os primeiros 50 anos do movimento serviram para construir a nação, enquanto os próximos devem focar-se na sua transformação profunda.
“Se, há meio século, a Pátria chamou e os trabalhadores disseram ‘sim’ ao Presidente Samora Machel, hoje o país volta a chamar. Queremos que os trabalhadores respondam novamente a esse apelo para que, de mãos dadas, levemos Moçambique ao nível das nações mais prósperas do mundo”, afirmou Daniel Chapo.
Valorização humana e diálogo social
Ao recordar a trajetória da OTM-CS fundada nas bases dos Conselhos de Produção criados em 1976, o Chefe do Executivo destacou a importância de ver o trabalhador além da sua função produtiva.
“O trabalhador não é apenas um fator de produção; é um ser humano, um cidadão, pai ou mãe. Por trás de cada trabalhador existe um projeto de vida, uma família e uma comunidade”, ressaltou, defendendo que a defesa dos direitos laborais deve caminhar lado a lado com a sustentabilidade e a viabilidade das empresas.
Para alcançar a estabilidade no mercado laboral, o Presidente apontou o diálogo social como uma ferramenta indispensável na negociação de salários mínimos, na melhoria das condições de trabalho, na segurança e na proteção social.
Desafios do futuro e novas profissões
Diante de transformações globais como a inteligência artificial, a digitalização, a automação, a expansão da economia informal e as mudanças climáticas, Daniel Chapo exortou as empresas a investirem na qualificação contínua do capital humano e na inovação. Apelou também aos sindicatos para que ampliem a sua representatividade às novas profissões e ao setor informal.
Por sua vez, a OTM-CS estrutura que reúne 15 sindicatos afiliados e associações de trabalhadores defendeu uma participação mais ativa e estruturada da classe trabalhadora nos processos decisórios e nos grandes projetos de investimento do país.
O Chefe do Estado concluiu o ato prestando homenagem aos pioneiros do sindicalismo moçambicano e reafirmando o compromisso do Governo com reformas para atrair investimento, dinamizar a produção nacional e gerar mais empregos dignos, sobretudo para jovens e mulheres.
