PR discute com IBP e Shell oportunidades de investimento no sector energético

Maputo (O Destaque) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, discutiu, este domingo, no Rio de Janeiro, com responsáveis do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e da Shell Brasil, oportunidades de investimento no sector energético moçambicano e perspectivas de cooperação entre Moçambique e o Brasil.

Os encontros, realizados separadamente, decorreram à margem da participação do Chefe do Estado no Fórum Petróleo e Gás 2026 (ROG.e), onde será o principal orador.

Durante as reuniões, foram abordadas questões relacionadas com a partilha de experiências na exploração de petróleo e gás, capacitação de quadros e desenvolvimento de competências técnicas, com vista ao aprofundamento da cooperação entre os dois países.

O Presidente do Conselho de Administração do IBP, Roberto Ardenghy, e o Presidente da Shell Brasil, João dos Santos Rosa, apresentaram perspectivas de colaboração com Moçambique.

Segundo o Presidente do ROG.e, Nelson Narciso Filho, as conversações com Daniel Chapo centraram-se nas oportunidades que a experiência brasileira na indústria petrolífera pode proporcionar a Moçambique, sobretudo no desenvolvimento do sector e na formação de recursos humanos.

Nós conversámos sobre desenvolvimento, sobre capacitação de pessoas, sobre onde o Brasil pode de alguma forma colaborar com todo esse processo”, afirmou Narciso Filho.

O responsável descreveu o encontro como uma conversa “muito aberta”, envolvendo representantes ligados ao sector de petróleo de Moçambique.

Narciso Filho defendeu uma cooperação baseada na partilha de conhecimentos e experiências acumuladas pelo Brasil, tendo em conta os desafios e as oportunidades existentes na indústria moçambicana.

Nós vemos uma oportunidade ímpar para os dois países, de trabalharem juntos, de desenvolverem juntos”, afirmou.

Para o Presidente do ROG.e, a cooperação deve produzir benefícios para ambas as partes.

Não é o Brasil dando e Moçambique recebendo, é o Brasil dando, Moçambique dando, é o Brasil recebendo e Moçambique recebendo.”

Narciso Filho apontou ainda as reservas de gás natural e a localização geográfica de Moçambique como factores que podem favorecer o posicionamento do país no mercado energético internacional.

Referiu igualmente a experiência brasileira na conjugação da exploração de hidrocarbonetos com o desenvolvimento de fontes renováveis, defendendo uma abordagem energética que considere diferentes fontes e a participação das pessoas.

Por seu turno,João dos Santos Rosa, Presidente da Shell Brasil, afirmou que o encontro com o Chefe do Estado permitiu abordar o desenvolvimento da indústria energética moçambicana, as perspectivas de colaboração futura e o papel de Moçambique no panorama internacional.

Falámos de potenciais oportunidades futuras, mas, principalmente, agradecer a sua presença e a sua comitiva hoje aqui no Brasil”, declarou.

O responsável da Shell Brasil destacou que a colaboração com Moçambique poderá abranger estudos energéticos, partilha de boas práticas e experiências de outros mercados, bem como o desenvolvimento de competências técnicas.

E, portanto, foi nesse âmbito que discutimos também uma futura colaboração e a continuação de uma relação que tem sido muito boa entre a nossa empresa e o Governo de Moçambique”, afirmou.

João dos Santos Rosa abordou também a evolução do quadro legal e as condições para a identificação de oportunidades de investimento, tendo em vista benefícios para as partes envolvidas.

O Presidente da Shell Brasil considerou ainda que Moçambique reúne condições para desenvolver a sua indústria energética e atrair investimento internacional, tendo em conta as reservas de gás, os projectos em curso e a ligação aos mercados mundiais.

Os encontros tiveram lugar no contexto da ROG.e 2026, evento organizado pelo IBP que, segundo Nelson Narciso Filho, deverá reunir cerca de 80 mil participantes e apresentar aproximadamente mil trabalhos técnicos, abrangendo temas como tecnologia, inteligência artificial, diversidade, competências, igualdade e desenvolvimento.

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