Maputo (O Destaque) — Na praça é conhecido por Roberto Aleluia, jurista, empresário e docente universitário; destemido e pronto para enfrentar qualquer represália. Foi a voz escolhida pelo Jornal O Destaque para comentar a recente decisão presidencial sobre quem deve ocupar o cargo de Inspectora-Geral do Estado. E o “habemus” acabou por recair sobre Carmelita Namashulua.
Para Roberto Aleluia, a escolha feita pelo Presidente da República, Daniel Chapo, representa “um ganho público e social” e demonstra um claro comprometimento com o bem-estar dos moçambicanos.
Segundo o jurista, Carmelita Namashulua reúne consenso social e possui experiência suficiente para ocupar um cargo que considera estratégico para o funcionamento do Estado. Aleluia recorda que a antiga ministra dirigiu durante mais de duas décadas áreas importantes da administração pública, facto que, na sua visão, lhe dá profundo domínio da máquina estatal.
“Ela conhece a administração pública na palma da mão”, afirmou, acrescentando que o país precisava de alguém com autoridade, experiência e capacidade de alinhar o funcionamento das instituições públicas.
O comentador foi ainda mais longe e declarou que “todo o povo moçambicano deve ajoelhar-se e aplaudir” a decisão presidencial, por entender que o país atravessa um momento delicado, marcado por problemas internos, burocracia e alegadas tentativas de manchar a imagem do Estado.
Para Aleluia, a nova Inspectora-Geral do Estado poderá desempenhar um papel decisivo no combate à corrupção, ao clientelismo e à ineficiência na função pública. O docente universitário acredita que, nos próximos meses, Moçambique poderá assistir a mudanças profundas no aparelho do Estado.
“Precisamos de gestores públicos capazes de punir, sancionar, propor expulsões e acabar com a impunidade”, defendeu.
Ao longo da entrevista, Roberto Aleluia também criticou duramente alguns sectores da juventude que têm manifestado opiniões negativas sobre a nomeação. Na sua leitura, muitas críticas são “maliciosas” e promovidas por jovens que, segundo disse, não contribuem para o desenvolvimento do país.
O jurista apelou aos jovens para apostarem mais no empreendedorismo, agricultura e produção, em vez de se envolverem apenas em debates políticos e ataques nas redes sociais.
“Um jovem não pode ter vergonha de empreender, nem de trabalhar”, afirmou, defendendo que Moçambique precisa de uma juventude mais focada no desenvolvimento económico e menos na confrontação política.
Aleluia considera ainda que a nomeação de Carmelita Namashulua representa um sinal de que o Governo pretende aproximar o Estado do povo e reforçar a integridade das instituições públicas.
No seu entender, escolher uma figura sem experiência para liderar a Inspecção-Geral do Estado poderia comprometer os objectivos do novo órgão, sobretudo num momento em que o país exige maior rigor na gestão pública.
Apesar das críticas que circulam nas redes sociais, Roberto Aleluia sustenta que a maioria dos moçambicanos recebeu a nomeação com satisfação e acredita que o país está “num bom caminho”.
