Maputo (O Destaque com Agências Internacionais) — O Oceano Índico tornou-se, esta quarta-feira, palco de um incidente marítimo de proporções dramáticas e contornos ainda por decifrar. O navio de guerra iraniano IRIS Dena naufragou ao largo da costa de Sri Lanka, desencadeando uma operação de resgate de emergência que, até ao momento, confirmou a recuperação de sobreviventes e de vários corpos sem vida.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Sri Lanka, Vijitha Herath, confirmou o sinistro perante o Parlamento, num ambiente de profunda consternação. Enquanto as autoridades oficiais tentam manter a narrativa focada no esforço humanitário, os bastidores da defesa fervilham com informações contraditórias que apontam para um cenário de conflito.
Segundo fontes das Forças Armadas cingalesas, a Marinha logrou resgatar 32 tripulantes com ferimentos, que se encontram sob cuidados médicos numa unidade hospitalar publico na cidade portuária de Galle. Contudo, o balanço humano poderá ser muito mais pesado. Informações provenientes de sectores da defesa e da marinha local indicam que pelo menos 101 pessoas continuam desaparecidas, embora este número tenha sido alvo de desmentidos imediatos por parte do porta-voz oficial da Marinha de Sri Lanka.
“O nosso foco é, neste momento, salvar vidas. A investigação sobre a causa do incidente será feita a posteriori”, declarou o porta-voz, tentando dissipar a tensão que paira sobre a origem do naufrágio.
Apesar da cautela oficial, o incidente está envolto em alegações gravíssimas. Fontes ligadas à segurança nacional de Sri Lanka sugeriram que o vaso de guerra iraniano terá sido alvo de um ataque por submersível.
O IRIS Dena, uma das joias da coroa da marinha de Teerão, operava numa região de importância estratégica vital, onde as tensões geopolíticas globais têm tido um eco crescente.
As operações de busca e salvamento prosseguem de forma ininterrupta, com o apoio da Força Aérea de Sri Lanka. A esperança de encontrar sobreviventes entre as correntes traiçoeiras do Índico mantém as equipas no terreno, enquanto o mundo aguarda por esclarecimentos sobre se este naufrágio foi um trágico acidente técnico ou um novo e perigoso capítulo na escalada de tensão que envolve o Irão.
As autoridades de Colombo reiteram o compromisso de continuar as buscas até que não restem dúvidas sobre o destino de cada alma que se encontrava a bordo do “Dena”.
