Escassez de gasolina continua um verdadeiro calvário e provoca filas prolongadas e limita abastecimento em várias cidades

Niassa (O Destaque) — A escassez de gasolina está a condicionar a mobilidade de cidadãos em diferentes pontos do país, com destaque para as cidades de Lichinga e Maputo, onde automobilistas enfrentam restrições no abastecimento e longas horas de espera nas bombas.

Em Lichinga, o cenário é descrito como crítico. Uma das fontes ouvidas pelo O Destaque relatou que “a falta de gasolina aqui em Lichinga está péssima, muito péssima. As bombas estão a limitar, os donos das bombas estão a impor limites de 100 a 200 litros, e as pessoas chegam a ficar 5 a 8 horas à espera. Em Massangena já acabou”.

Outro testemunho aponta para dificuldades acrescidas no sector dos transportes. O taxista Carlitos Vicente Paulo descreveu o impacto direto na sua actividade: “a situação está caótica, essa situação não está boa. Nós dependemos de táxi, não conseguimos fazer receita, não temos nenhum resultado. É só andar de um lado para o outro à procura de combustível”.

Ainda na mesma cidade, há relatos de utentes que não conseguem abastecer mesmo após várias horas na fila. “O limite é 200 litros. Estou aqui desde as 10 horas e até agora não consegui abastecer”, contou um automobilista.

Além disso, a escassez já começa a alimentar práticas de revenda informal, sobretudo nos bairros, onde o combustível é vendido a preços mais elevados, aproveitando-se da procura crescente.

Na cidade de Maputo, a situação, embora menos severa em alguns pontos, também revela sinais de pressão sobre o sistema de abastecimento. Consumidores relatam a existência de combustível em certas bombas, mas com enchentes significativas. “Em bombas que têm combustíveis há longas filas. Andei por várias aqui perto, mas estavam todas cheias, e em outras não há”, afirmou um residente.

Outro automobilista descreveu as dificuldades enfrentadas: “Para abastecer não é fácil. Há limite de 1000 litros. Estou aqui e tive de deixar o meu carro na fila”.

Apesar das dificuldades no acesso ao combustível, fontes indicam que, por enquanto, não há um impacto generalizado nos preços de produtos essenciais, embora persista o receio de agravamento caso a situação se prolongue.

Perante este quadro, cidadãos defendem uma intervenção mais eficaz das autoridades para assegurar a regularidade no fornecimento e minimizar os impactos económicos e sociais associados à escassez.

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