“Ética ou rua: novos fiscais de Mágoè sob aviso severo na formatura”

Tete (O Destaque) — O Parque Nacional de Mágoè acaba de incorporar 65 novos guardiões da natureza, mas a mensagem deixada na formatura é de rigor absoluto. No passado sábado (30), durante o encerramento do 1.º Curso Básico de Fiscais de Florestas e Fauna Bravia, a administradora do parque, Juliana Cornélio Mwitu, foi peremptória: a ética, a legalidade e o patriotismo devem nortear a conduta de cada um dos novos agentes.

A formação, que dotou os recém-fiscais de competências técnicas e operacionais essenciais para o combate à caça furtiva e à exploração ilícita de recursos, contou com o apoio do Banco Mundial, através do projecto MozRural, e da BIOFUND. Contudo, o alerta para a postura profissional foi o ponto alto da cerimónia.

Queremos que os recém-formados apliquem, com integridade, todas as capacidades adquiridas. O vosso comportamento deve pautar-se, inequivocamente, pela ética, legalidade e amor à pátria”, exortou Juliana Mwitu, sublinhando que a instituição não tolerará desvios.

No mesmo diapasão, a Administradora do Distrito, Marlen de Sousa, deixou um aviso directo. Apelou aos novos fiscais para que não traiam a sua missão, mantendo distância de qualquer envolvimento em actos de caça furtiva e primando pela assiduidade. “Dignifiquem o papel do fiscal para reforçar a confiança da comunidade”, instou.

Os 65 novos agentes iniciam funções conscientes de que estão sob vigilância cerrada. Em Mágoè terra do Pende, da capenta e da biodiversidade a floresta é exigente. O recado está dado: é servir com honra ou arcar com as consequências da prevaricação.

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