“Candidatura única de Venâncio Mondlane mostra que membros se sentiram pequenos para assumir o leme”, diz Augusto Pelembe

Maputo (O Destaque) – O analista político Augusto Pelembe afirmou que a realização da convenção nacional pelo partido ANAMOLA, pouco tempo após a sua criação, “não foge à normalidade democrática”, defendendo que se trata de um processo típico de consolidação institucional em formações políticas emergentes.

Falando em entrevista para O Destaque Pelembe comparou a trajectória do ANAMOLA à de outras formações políticas, sublinhando que experiências semelhantes ocorreram no passado com partidos como o MDM, que também avançaram rapidamente para estruturas nacionais de organização após a sua fundação.

É um exercício normal de uma instituição organizada e não há impedimento legal. O partido está no seu direito de demonstrar como pretende actuar na governação”, destacou. Candidatura única de Venâncio Mondlane levanta debate Um dos pontos mais sensíveis da análise de Pelembe prende-se com o facto de o líder do partido, Venâncio Mondlane, surgir como único candidato à liderança no congresso.

Segundo o analista, a ausência de concorrência interna pode ter várias leituras, mas não deve ser automaticamente associada a fragilidades democráticas.

Se as candidaturas foram abertas e ninguém mais avançou, isso cabe aos próprios membros explicarem, os membros do ANAMOLA se sentiram pequenos olhando para capacidade intelectual de Venâncio Mondlana, os membros se sentiram incapazes. Não podemos, de fora, concluir automaticamente que há imposições”, afirmou.  acrescentou,

“Parabéns ao ANAMOLA pelo exercício democrático”

Apesar das reservas e leituras críticas, Augusto Pelembe concluiu a sua análise elogiando o partido pelo passo organizativo, considerando o congresso um sinal de maturidade política.

Muitos partidos nunca fizeram isso. É importante garantir o direito de votar e ser votado”, disse.

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