Maputo (O Destaque) — A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul, IP) emitiu esta quinta-feira um alerta que fez soar os alarmes nas bacias hidrográficas dos rios Umbelúzi e Limpopo. A razão? Fortes indícios da ocorrência de floração de algas — um fenómeno conhecido como “bloom” ou eutrofização —, que pode ocultar um perigo invisível: a presença de cianotoxinas.
O sinal de perigo foi detetado na Albufeira dos Pequenos Libombos e estende-se ao troço da bacia do Limpopo em território sul-africano. O fenómeno, impulsionado pelo cenário pós-cheias, resulta da combinação de três factores críticos: o aumento da temperatura da água, a estagnação da circulação hídrica e uma elevada concentração de nutrientes.
As consequências já são visíveis: a cor e o odor da água sofreram alterações drásticas, enquanto os níveis de oxigénio diminuíram drasticamente, ameaçando a biodiversidade e colocando os ecossistemas fluviais sob severo risco. A mortandade de peixes e a contaminação da cadeia alimentar são as principais ameaças que agora pairam sobre a região.
Perante este cenário, a ARA-Sul acionou os mecanismos de emergência. As equipas técnicas encontram-se em monitorização contínua e reforçada, numa corrida contra o tempo para confirmar a extensão da floração, identificar as espécies de algas presentes e averiguar a eventual produção de toxinas.
Embora a instituição garanta que, até ao momento, “não existem elementos que justifiquem alarme”, a população aguarda com apreensão os resultados das análises em curso. A palavra de ordem, para já, é de máxima precaução.
