Novo líder do FNDS recebe desafio de combater a fome e transformar o campo moçambicano

Maputo (O Destaque) – A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Delfina Levi, empossou esta segunda-feira Dino Mamudo Foi como novo Presidente do Conselho de Administração do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS, FP), desafiando-o a transformar a instituição num instrumento decisivo para combater a fome, dinamizar a economia rural e impulsionar o desenvolvimento sustentável em Moçambique.

Na cerimónia de tomada de posse, Maria Levi felicitou o novo dirigente e destacou que a missão que assume exige liderança, visão estratégica, rigor e capacidade de mobilizar pessoas e recursos para responder aos desafios do país.

A governante afirmou que um dos maiores desafios de Moçambique continua a ser garantir que todos os cidadãos tenham acesso a alimentos em quantidade e qualidade suficientes, mas sublinhou que o país dispõe de enormes oportunidades no sector agrário que devem ser aproveitadas para acelerar o desenvolvimento nacional.

Segundo a Primeira-Ministra, a experiência de Dino Mamudo Foi na liderança de projectos com resultados concretos constitui uma mais-valia para fortalecer o FNDS e consolidar o seu papel no apoio ao desenvolvimento agrícola e à melhoria das condições de vida das comunidades rurais.

Maria Levi defendeu que o Fundo deve contribuir para reforçar a segurança alimentar, reduzir gradualmente as importações de produtos agrícolas essenciais e promover a geração de rendimento para as famílias moçambicanas.

A dirigente reiterou que Moçambique possui condições agro-ecológicas favoráveis para produzir alimentos suficientes para abastecer o mercado interno e exportar, razão pela qual apelou ao reforço da produtividade agrícola, da agro-industrialização e da valorização dos produtos nacionais.

“A erradicação da fome deve ser um compromisso nacional”, afirmou, defendendo uma acção concertada entre o Governo, o sector privado, os parceiros de cooperação e as comunidades.

A Primeira-Ministra alertou ainda para os impactos das mudanças climáticas, recordando que ciclones, secas, cheias e tempestades tropicais continuam a comprometer a produção agrícola, destruir infra-estruturas e agravar a vulnerabilidade de milhares de famílias.

Neste contexto, considerou que o FNDS deve afirmar-se como um instrumento estratégico para promover um desenvolvimento inclusivo, resiliente e sustentável, garantindo que os seus programas cheguem sobretudo às populações das zonas rurais.

Maria Levi apelou igualmente para que a instituição reforce a criação de oportunidades para mulheres e jovens, permitindo-lhes construir o seu futuro nas próprias comunidades e contribuindo para reduzir as desigualdades territoriais.

Dirigindo-se ao novo Presidente do Conselho de Administração, a governante afirmou que o FNDS deve impulsionar investimentos em cadeias de valor agrícolas modernas, facilitar o acesso ao financiamento para micro, pequenas e médias empresas ligadas à agricultura, florestas, pescas, conservação ambiental, energias renováveis, turismo sustentável e economia verde.

A Primeira-Ministra defendeu também que o Fundo continue a mobilizar recursos nacionais e internacionais, através de parcerias com fundos climáticos, parceiros de cooperação, investidores e sector privado, consolidando-se como uma instituição credível, transparente e orientada para resultados.

Na mesma ocasião, recomendou ao novo dirigente uma gestão responsável da coisa pública, baseada na transparência, no trabalho em equipa e no diálogo permanente com os diversos intervenientes do sector, incluindo técnicos, extensionistas e comunidades locais.

Antes de encerrar a cerimónia, Maria Levi agradeceu o trabalho desenvolvido pelo Presidente cessante do FNDS, Cláudio Borges, reconhecendo o seu contributo para a consolidação da instituição e desejando-lhe sucessos nos novos desafios profissionais.

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