Trump trava ataque ao Irão: “Prefiro salvar vidas do que contar mortos”

EVIAN-LES-BAINS, FRANCE - JUNE 17: U.S. President Donald Trump attends a press conference during the G7 Leaders' Summit on June 17, 2026 in Evian-les-Bains, France. Leaders from the Group of 7 (G7) countries convened in Evian, France, near the Swiss border, for their annual summit to discuss challenges to peace and security for Ukraine and Europe, the situation in the Middle East, and other geopolitical issues. (Photo by Anna Moneymaker/Getty Images)

Maputo (O Destaque / cortesia) – O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as negociações com o Irão serão retomadas esta segunda-feira, depois de ter decidido cancelar um ataque militar iminente, justificando que a prioridade da sua Administração é alcançar um acordo de paz e evitar mais perdas humanas.

Falando a bordo do avião presidencial, durante uma viagem ao Cairo, Trump afirmou que Teerão tinha consciência da dimensão da operação militar que estava a ser preparada, mas garantiu que optou por abrir espaço ao diálogo.

“Quero salvar muitas vidas. Preferimos um acordo a um ataque”, declarou o chefe de Estado norte-americano, citado pela AFP.

Segundo Trump, o objectivo das conversações é alcançar um entendimento que permita reduzir as tensões entre Washington e Teerão, numa altura em que o Médio Oriente continua a viver um clima de elevada instabilidade.

No sábado, o Presidente norte-americano revelou ainda que os aliados dos Estados Unidos na região chegaram a um entendimento sobre os princípios de um eventual acordo para pôr fim ao conflito. Entre os pontos em discussão constam a abertura imediata, completa e total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo, bem como o fim da ameaça nuclear atribuída ao Irão.

A retoma das negociações surge num momento em que a comunidade internacional acompanha com expectativa os próximos desenvolvimentos, esperando que a via diplomática prevaleça sobre uma escalada militar que poderá ter impactos profundos na segurança global e nos mercados internacionais.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *