Maputo (O Destaque) – O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou esta segunda-feira a primeira pedra para a construção do Centro Cirúrgico Nacional de Moçambique, uma infra-estrutura que promete reforçar a capacidade do Sistema Nacional de Saúde e reduzir a necessidade de envio de pacientes ao estrangeiro para tratamentos especializados.
Durante a cerimónia, realizada no Hospital Central de Maputo, o Chefe do Estado afirmou que a saúde deve deixar de ser encarada como um custo e passar a ser vista como um investimento estratégico para o desenvolvimento do país.
“A saúde não é uma despesa. Saúde é investimento”, declarou Daniel Chapo, sublinhando que um país saudável é mais produtivo, inclusivo e capaz de construir prosperidade.
O novo Centro Cirúrgico Nacional será erguido graças a um acordo de cooperação entre os Governos de Moçambique e da República Popular da China, num investimento estimado em cerca de 2,295 mil milhões de yuans, e deverá ser concluído num prazo de 24 meses.
Segundo o Presidente, o projecto representa um marco histórico para o sector da saúde, por permitir que os moçambicanos tenham acesso, dentro do país, a cirurgias de elevada complexidade que actualmente obrigam muitos pacientes a procurar tratamento na África do Sul, Portugal, Índia e outros países.
Chapo explicou que a construção da unidade não significa apenas levantar um edifício hospitalar, mas sim fortalecer a soberania sanitária nacional.
“Não queremos que a doença obrigue um moçambicano a procurar, no estrangeiro, aquilo que o seu próprio país pode e deve oferecer”, afirmou.
O futuro centro contará com salas operatórias modernas, equipamentos de última geração, áreas especializadas para recuperação pós-operatória, serviços avançados de esterilização e sistemas rigorosos de controlo de infecções, obedecendo a padrões internacionais de qualidade e segurança.
O Presidente destacou igualmente que o investimento permitirá criar melhores condições para que médicos especialistas formados no exterior possam aplicar, em Moçambique, os conhecimentos adquiridos.
“Temos profissionais altamente qualificados. O que faltava eram meios tecnológicos para demonstrarem toda a sua capacidade”, referiu.
Além da modernização tecnológica, o Chefe do Estado assegurou que o Governo continuará a apostar na formação e valorização dos profissionais de saúde, incentivando a investigação científica, a inovação clínica e a preparação das futuras gerações de especialistas.
Daniel Chapo recordou que, desde a sua tomada de posse, assumiu o compromisso de garantir que “a saúde não é um privilégio, é um direito”, defendendo que nenhum cidadão deve morrer por falta de recursos ou de acesso a cuidados médicos especializados.
Na ocasião, o Presidente agradeceu ao Governo chinês pelo financiamento do projecto, considerando que a iniciativa reforça décadas de cooperação entre os dois países e terá impacto directo na vida de milhares de famílias moçambicanas.
O Chefe de estado revelou ainda que, além do Centro Cirúrgico Nacional, o Executivo pretende avançar com a construção de um Centro Nacional de Trauma, reforçando a resposta do país aos casos clínicos de elevada complexidade.
Ao concluir a cerimónia, Daniel Chapo manifestou o desejo de regressar dentro de dois anos para inaugurar a nova unidade hospitalar e afirmar que Moçambique conquistou mais capacidade, mais esperança e uma nova ferramenta para proteger a vida dos seus cidadãos.
“Estamos a construir confiança, esperança e soberania sanitária para os moçambicanos”, concluiu o Presidente da República.
