“Vídeos íntimos não são entretenimento”: parlamento de transição através do golpe de Guiné-Bissau exige travão à exposição nas redes sociais

Maputo (O Destaque / cortesia) – O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau manifestou a sua firme condenação à crescente divulgação de vídeos e imagens íntimas de jovens nas redes sociais, alertando que a prática representa uma grave violação da privacidade, da dignidade humana e da estabilidade social.

Numa nota de repúdio divulgada durante o fim-de-semana, o órgão, que desempenha as funções do parlamento guineense, mostrou-se preocupado com a proliferação destes conteúdos, sobretudo na plataforma TikTok, onde casos de exposição não autorizada têm vindo a ganhar visibilidade.

O CNT sublinha que a divulgação de material íntimo sem o consentimento das pessoas envolvidas não pode ser confundida com liberdade de expressão, por constituir uma afronta aos direitos fundamentais dos cidadãos.

A exposição não consentida da intimidade de jovens constitui um comportamento inaceitável”, defende o Conselho Nacional de Transição.

Perante o agravamento da situação, o órgão apelou às autoridades guineenses para que actuem com rapidez e adoptem medidas concretas capazes de travar a circulação deste tipo de conteúdos, responsabilizando os autores e reforçando a protecção da privacidade dos cidadãos.

O Conselho considera que o combate à divulgação de vídeos íntimos exige uma resposta firme das instituições, de forma a preservar a dignidade das vítimas e promover uma utilização mais responsável das redes sociais.

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