Maputo (O Destaque/ cortesia) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou aos países africanos para reforçarem a vigilância e manterem um elevado nível de preparação perante o registo de casos de Ébola na Nigéria e no Quénia, numa altura em que a República Democrática do Congo (RDC) enfrenta um surto preocupante da doença.
O apelo foi lançado após a confirmação de um caso de Ébola na Nigéria, causado pela estirpe Bundibugyo, responsável pela actual epidemia na RDC, aumentando a preocupação das autoridades sanitárias com o risco de propagação do vírus na região.
Numa mensagem publicada esta quarta-feira na rede social X, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu que os países africanos devem estar preparados para detectar precocemente novos casos e travar a transmissão da doença.
“A OMS exorta todos os países da região a manterem um alto nível de preparação, o que é essencial para detectar os casos precocemente, prevenir a transmissão contínua e proteger os profissionais de saúde e as comunidades”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Segundo a mesma fonte, a OMS está a trabalhar com os governos da Nigéria, do Quénia e da República Democrática do Congo, em coordenação com os seus parceiros, para reforçar as medidas de resposta à epidemia.
O primeiro caso identificado na Nigéria é de uma diplomata que chegou recentemente ao país num voo proveniente do Uganda, segundo informações avançadas pelo ministro da Saúde nigeriano, Ali Pate. O Uganda já tinha registado casos da doença, mas foi posteriormente declarado livre do vírus.
Entretanto, o Quénia confirmou o seu primeiro caso no início deste mês e registou posteriormente mais oito casos, aumentando a preocupação com a circulação do vírus na região.
Face à evolução da situação, a agência de saúde pública da União Africana convocou uma reunião virtual com os ministros da Saúde do continente para o dia 28 de Outubro, com o objectivo de analisar a ameaça crescente e coordenar possíveis medidas de resposta.
A República Democrática do Congo continua a ser um dos principais focos de preocupação. De acordo com o último balanço oficial citado na informação de base, com dados recolhidos até 18 de Outubro, o surto tinha provocado 9.552 casos confirmados e 4.602 mortes.
O cenário reforça a necessidade de vigilância epidemiológica, diagnóstico rápido e medidas de prevenção, sobretudo nos países com ligações frequentes de transporte e circulação de pessoas entre as zonas afectadas.
O Ébola é uma doença viral grave, que pode provocar febre, fraqueza intensa, dores musculares e, em alguns casos, hemorragias. A transmissão ocorre principalmente através do contacto directo com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou de pessoas que morreram devido à doença, bem como através de materiais contaminados.
