Maputo (O Destaque) – Um crime de extrema violência está a chocar a cidade de Chimoio, na província de Manica. Um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), de 32 anos, é suspeito de ter assassinado a própria mãe, de 63 anos, alegadamente por acreditar que esta recorria à feitiçaria para prejudicar a sua vida.
O homicídio ocorreu na segunda-feira, (06) de Julho, por volta das 18h00, no bairro Vila Nova, conhecido por Tambara 2. Segundo relatos de familiares, o suspeito terá aproveitado uma interrupção no fornecimento de energia eléctrica para surpreender a mãe quando esta se encontrava na casa de banho.
Armado com uma enxada, o homem desferiu vários golpes na cabeça da vítima, provocando-lhe ferimentos gravíssimos. A mulher ainda foi socorrida e transportada ao Hospital Provincial de Chimoio, mas acabou por não resistir aos ferimentos.
Antónia Eusébio, filha da vítima e irmã do suspeito, revelou que o relacionamento entre ambos era marcado por constantes conflitos. Segundo contou, o agente acusava repetidamente a mãe de praticar feitiçaria e ameaçava tirar-lhe a vida.
“A minha vida não está a correr bem, e a culpada é você, mamã. Um dia vou matar-te”, terá dito o suspeito em várias ocasiões, de acordo com a irmã.
A familiar afirmou ainda que esta não foi a primeira tentativa de agressão. Em episódios anteriores, o suspeito terá tentado incendiar a residência da mãe, acreditando que ela se encontrava no interior, mas a vítima escapou por não estar em casa. Acrescentou igualmente que o homem chegou a tentar vender a casa da progenitora, sem sucesso.
Segundo a família, o comportamento do suspeito causa perplexidade, uma vez que era o único membro com emprego estável e encontrava-se destacado para a missão de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.
Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Manica, confirmou a ocorrência e classificou o caso como homicídio agravado, alegadamente cometido por um membro da corporação.
O porta-voz da PRM em Manica, Domingos Mardez, lamentou o sucedido e assegurou que a conduta do suspeito não representa os princípios da instituição. Acrescentou que decorrem diligências para localizar e deter o presumível autor do crime, que continua em fuga.
As autoridades prosseguem com as investigações para o completo esclarecimento das circunstâncias deste homicídio que deixou a comunidade de Chimoio em estado de choque.
Fonte: Rádio Comunitária GESOM.
