Maputo (O Destaque) — Mais de 600 mil pessoas foram afectadas pelas cheias que atingem as regiões sul e centro de Moçambique, com impacto severo nas províncias de Gaza, Maputo e Sofala, onde milhares de famílias viram as suas casas, estradas, unidades sanitárias e meios de subsistência seriamente danificados.
O Governo de Moçambique está a liderar a resposta à emergência, com o apoio das Nações Unidas e de parceiros humanitários, numa operação que inclui acções de salvamento, evacuações, avaliação de danos e assistência às populações vulneráveis. Actualmente, mais de 50 mil pessoas deslocadas encontram-se acolhidas em centros temporários, enquanto as autoridades procuram responder às necessidades imediatas e prevenir novos riscos.
As Nações Unidas anunciaram o reforço do apoio humanitário essencial, incluindo a disponibilização de abrigo de emergência, água potável, saneamento, cuidados de saúde, nutrição para bebés e mães, campanhas de vacinação e assistência financeira directa às famílias afectadas, com o objectivo de salvar vidas e preservar a dignidade humana.
Segundo a Chefe das Nações Unidas em Moçambique, Dra. Catherine Sozi, o momento exige uma resposta rápida e coordenada. “A prioridade absoluta é salvar vidas.
Paralelamente, é fundamental apoiar as comunidades na reconstrução e na redução de riscos futuros. Este é um momento que exige renovada solidariedade global”, sublinhou.
O país enfrenta um cenário de crises sobrepostas, marcado por cheias recorrentes, deslocamento forçado, surtos de doenças e crescente pressão económica, factores que continuam a afectar repetidamente as mesmas comunidades, aprofundando a sua vulnerabilidade.
Perante a magnitude da situação, o Governo e os parceiros humanitários apelam ao reforço da solidariedade internacional, considerada urgente e indispensável para garantir uma resposta eficaz à emergência e apoiar a recuperação das populações afectadas.
