FALTA DE MOEDA ESTRAGEIRA PODE LEVAR AO ENCERRAMENTO DE EMPRESAS EM MOÇAMBIQUE

Maputo (O Destaque) – As empresas que operam no país tem estado a enfrentar graves problemas na importação de matéria-prima por falta de divisas. Dos sectores que ressentem se desta escassez, destaque vai para transportes e logística e comércio em geral.
O presidente-adjunto da Confederação das Associações Económicas (CTA), Castigo Nhamane diz que o fenómeno está a criar grandes restrições no funcionamento das empresas, sobretudo as que dependem de importações.
“A falta de divisas trás implicações no dia-a-dia, tendo em conta que, maior parte dos consumíveis no sector privado moçambicano é importado e isso é um problema grande e grave, por isso, deve ser solucionado”, afirmou Nhamane.
A ausência da moeda estrageira para o processo de importações agudiza a vulnerabilidade de grande parte das empresas moçambicanas que desde finais de Outubro do ano passado ate fevereiro estão numa “saia justa”, por conta do impacto causado pela crise pós-eleitoral.
“Depois da manifestação fica mais grave, porque as empresas sofreram ponto e estão na expectativa de se reerguer e com a crise de divisas, fica impossível. Algumas vão ter que fechar as portas”, avançou a Castigo Nhamane.
Para o Presidente da Associação Moçambicana dos Panificadores, Victor Miguel, a situação está a limitar a entrada de matéria-prima no país, facto que pode levar a escacasses do trigo componente vital para a produção do pão.
“A situação constitui um caos porque, efectivamente se as majoeiras não conseguirem colocar farinha, as panificadoras vão ressentir se da falta. Se farinha escassear naturalmente que nós vamos ter problema. A oferta vai reduzir e a procura vai ser maior e isso provocara falta de pão e outros podem não conseguir reabrir”, explicou Victor Miguel, acrescentando que o cenário pode levar a reajuste do preço do pão “em virtude dos custos do momento”, para não falar de uma possível especulação de preços.

Entretanto, o economista Salvado Raisse entente que o Banco Central deve cria soluções através da disponibilização de reservas.
“O Banco Central pode dar lividez ao mercado de importações, tirando nas reservas que lá existem”, sugeriu Raisse, tendo adicionalmente dito que: “O Banco Central pode obrigar que 50% dos lucros de megaprojectos sejam canalizados à Moçambique, ao invés de serem repatriados a 100% aos países de origem das multinacionais que operam no país. Essa medida pode ajudar futuramente”, o economista disse ainda que caso não o cenário pode mimar investimento estrangeiro.

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