Governo mantém alerta e reforça prevenção na fase final da época chuvosa

Tete (O Destaque) O Governo apelou à vigilância contínua das populações que vivem em zonas propensas a cheias, numa altura em que a época chuvosa se aproxima do fim, mas ainda apresenta riscos consideráveis em várias regiões do país.

O posicionamento foi reiterado pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, durante uma visita de monitoria realizada na quarta-feira (25) aos rios Revúbuè e Zambeze, na província de Tete. A deslocação teve como objectivo avaliar, no terreno, o comportamento dos cursos de água e as medidas de resposta em curso.

Apesar de se registar uma tendência de redução dos caudais, o governante alertou que o período chuvoso ainda não terminou, exigindo atenção permanente, sobretudo por parte das comunidades residentes em zonas ribeirinhas.

Dados das autoridades hidrológicas da região centro indicam que o caudal do rio Zambeze atingiu recentemente cerca de 5.800 metros cúbicos por segundo, um nível inferior aos picos registados em anos anteriores, como 2019 e 2022, mas ainda assim suficientemente elevado para justificar a manutenção das medidas de precaução.

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No âmbito das acções em curso, o Executivo tem reforçado a monitoria dos principais rios através da emissão regular de boletins hidrológicos, medição contínua dos caudais e campanhas de sensibilização comunitária.

Paralelamente, estão a ser preparadas soluções de médio prazo para reduzir a vulnerabilidade das populações. Entre as medidas previstas destacam-se a identificação de novas áreas para reassentamento, bem como o mapeamento de zonas de risco que não deverão voltar a ser ocupadas.

Segundo o ministro, o objectivo é garantir uma transição gradual para áreas mais seguras, com melhores condições de habitabilidade, num esforço coordenado entre o Governo central, autarquias e administrações locais.

A avaliação realizada em Tete permitiu ainda confirmar que, embora os níveis hidrométricos se mantenham elevados em alguns pontos da região centro, há sinais de estabilização em determinadas zonas do sistema do Zambeze.

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