Maputo (O Destaque) — A polémica em torno do regresso da selecção nacional sub-17, os Mambinhas, continua a agitar o desporto Nacional e já provocou um duro confronto de versões entre o Ministério da Juventude e Desportos e a Federação Moçambicana de Futebol
O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, reagiu publicamente às declarações do presidente da Federação de Futebol, Feizal Sidat, que havia afirmado que a selecção enfrentava dificuldades financeiras para deixar Marrocos dentro do prazo previsto.
Segundo Feizal Sidat, seriam necessários cerca de 3,6 milhões de meticais para garantir o regresso da equipa ao país, situação que gerou preocupação entre adeptos e familiares dos atletas.
No entanto, Caifadine Manasse afirmou que o ministério não recebeu qualquer documento oficial da Federação Moçambicana de Futebol a comunicar dificuldades financeiras relacionadas com a viagem de regresso dos Mambinhas.
Durante uma intervenção pública, o governante declarou que todas as federações desportivas mantêm contacto regular com o ministério antes e durante as deslocações internacionais das selecções nacionais, acrescentando que, neste caso, não houve qualquer alerta formal sobre falta de condições para o retorno da equipa.
O ministro considerou preocupante que atletas sejam levados ao estrangeiro sem garantias financeiras para assegurar o regresso ao país, classificando a situação como um acto de irresponsabilidade caso se confirme a ausência de planificação.
Caifadine Manasse revelou ainda que pretende convocar Feizal Sidat nos próximos dias para esclarecer pessoalmente o assunto. Segundo o ministro, o encontro deverá contar também com a presença da imprensa, numa tentativa de tornar públicos todos os contornos do caso e evitar aquilo que chamou de “banalização” do ministério.
Num dos momentos mais contundentes da sua intervenção, o ministro desafiou o presidente da FMF a apresentar provas de qualquer comunicação enviada ao ministério sobre as alegadas dificuldades financeiras.
“Se existe alguma mensagem ou documento enviado ao ministério a informar que os Mambinhas não tinham bilhetes de regresso, então que seja apresentado”, afirmou.
Enquanto o encontro entre as partes não acontece, o caso continua a alimentar debates no país, sobretudo entre os adeptos que acompanham com preocupação o ambiente em torno da selecção nacional sub-17.
