Maputo (O Destaque) – O secretário de Estado da província do Niassa, Silva Livone, falou ao O Destaque para esclarecer a controvérsia em torno da suspensão da direcção da Reserva Especial do Niassa, da WCS e da Sociedade Nyalicanga, afirmando que o levantamento da medida resultou de um entendimento alcançado a nível provincial e não de uma intervenção do Governo Central.
Depois da polémica gerada pela decisão de suspender as direcções da Reserva Especial do Niassa, da WCS e da Sociedade Nyalicanga, alegadamente devido à fraca resposta aos conflitos entre comunidades e fauna bravia e à insuficiente colaboração com as populações locais, o secretário de Estado da província do Niassa, Silva Livone, esclareceu o desfecho do processo.
Em entrevista ao Jornal Destaque, Livone rejeitou a ideia de que o Governo Central tenha revogado a decisão inicialmente anunciada.
“O Governo Central não suspendeu nenhuma medida”, afirmou, explicando que o levantamento das suspensões foi decidido pelo Conselho dos Serviços de Representação do Estado na província, após um encontro que reuniu as diferentes partes envolvidas.
Segundo o dirigente, a equipa de nível central deslocou-se ao Niassa para promover o diálogo entre os intervenientes, permitindo alcançar um consenso que tornou desnecessária qualquer intervenção direta do Governo Central.
“O comunicado que levanta as suspensões é do Conselho dos Serviços de Representação do Estado na província e não do Governo Central”, reforçou.
Silva Livone sustentou que, uma vez alcançado um entendimento local, o processo passou a seguir o seu curso normal, destacando que o objectivo sempre foi encontrar uma solução concertada para os problemas que motivaram a suspensão.
A decisão inicial havia sido tomada na sequência de preocupações relacionadas com a gestão da Reserva Especial do Niassa, nomeadamente os recorrentes conflitos entre comunidades e animais bravios e a alegada insuficiência da colaboração entre as entidades gestoras e as populações locais.
Questionado sobre o seu desempenho enquanto secretário de Estado, Silva Livone preferiu não fazer uma autoavaliação, mas afirmou sentir-se honrado por integrar o Governo liderado pelo Presidente Daniel Chapo.
Segundo disse, a prioridade da governação deve ser a resolução dos problemas da população, defendendo uma atuação próxima das comunidades e orientada por resultados.
“O que precisamos é falar menos e fazer mais”, concluiu, reafirmando o compromisso de continuar a trabalhar para responder aos desafios da província do Niassa.
