Burkina Faso põe jornalistas em formação militar obrigatória

Maputo (O Destaque/ cortesia) – O Governo do Burkina Faso introduziu uma formação obrigatória de carácter cívico, patriótico e militar para jornalistas de órgãos de comunicação social públicos e privados, numa medida justificada pelas autoridades pelo contexto de insegurança provocado pelo terrorismo.

O primeiro grupo, constituído por 44 jornalistas, concluiu seis dias de formação numa academia de polícia nos arredores de Ouagadougou. Durante o treinamento, os profissionais usaram uniformes e receberam instrução militar, incluindo exercícios com armas.

Segundo o Governo, a iniciativa pretende reforçar o patriotismo e preparar os jornalistas para actuar num país afectado pela ameaça terrorista. A medida, contudo, levanta preocupações entre organizações de defesa da liberdade de imprensa, que receiam que a militarização da formação possa afectar a independência dos profissionais e o exercício do jornalismo.

A decisão coloca no centro do debate a relação entre segurança nacional e liberdade de imprensa, sobretudo num contexto em que as autoridades procuram mobilizar diferentes sectores da sociedade para responder à ameaça terrorista, segundo avançou a DW África

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