Zambézia (O Destaque) — Um cidadão de 55 anos encontra-se detido na 1.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Quelimane, província da Zambézia, suspeito de envolvimento num caso de ofensas corporais voluntárias que resultaram em ferimentos graves em dois menores de 17 anos.
Segundo informações avançadas pela porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, o caso ocorreu na última quinta-feira, num dos bairros da cidade, após uma denúncia apresentada por uma mãe que alertou a Polícia para a existência de dois adolescentes algemados e a sofrer agressões físicas no interior de uma residência, sob a alegação de furto de dois telemóveis.
Deslocados ao local, os agentes encontraram os menores ainda algemados e com sinais evidentes de violência. Ambos foram encaminhados para uma unidade sanitária, onde um dos adolescentes recebeu três pontos na cabeça, enquanto o outro apresentava ferimentos considerados graves, que o impediam de se manter de pé.
A Polícia esclarece que os menores teriam sido previamente contratados para executar um trabalho na residência do suspeito. Após a conclusão do serviço, o alegado empregador afirmou não ter condições para efectuar o pagamento, solicitando que os jovens regressassem ao local ao longo da semana.
Na quinta-feira, as vítimas teriam sido imobilizadas e agredidas pelo indiciado, com o envolvimento do seu filho e de cerca de uma dúzia de outros jovens, supostamente mobilizados para participar nas agressões.
Ainda de acordo com o relato policial, os adolescentes afirmam ter sido coagidos a confessar o suposto furto, mediante a promessa de que as agressões cessariam, o que, segundo garantem, não aconteceu.
O detido, por sua vez, rejeita as acusações de agressão, admitindo apenas ter algemado um dos menores quando este tentou fugir, alegando que a medida visava protegê-lo de um possível ataque por cães existentes no local.
Entretanto, os pais dos adolescentes exigem o esclarecimento rigoroso dos factos e a responsabilização criminal de todos os envolvidos no caso, que continua sob investigação das autoridades competentes.
