“A Culpa Não é do Colonialismo, é da Vossa Corrupção”: Chega fustiga João Lourenço em Lisboa

Maputo (O Destaque com Agências Internacionais) — Num gesto que está a fazer correr muita tinta nos corredores da política lusófona, o partido chega, liderado por André Ventura, aproveitou a tomada de posse de António José Seguro para “ajustar contas” com o Chefe de Estado angolano, João Lourenço.

Lisboa acordou sob o signo da tensão diplomática. Enquanto as individualidades nacionais e estrangeiras se acomodavam para a cerimónia de investidura de António José Seguro, nos arredores da Assembleia da República, um “grito” visual de protesto captava as atenções. O partido Chega instalou um cartaz de grandes dimensões onde a fotografia de João Lourenço surge ladeada pela de Lula da Silva, sob uma legenda mordaz: “A culpa não é de 500 anos de Portugal, é da vossa corrupção”.

André Ventura, não se esquivou às perguntas dos jornalistas e justificou a acção como uma resposta directa a declarações anteriores do Presidente angolano. Segundo Ventura, o gesto é uma réplica à postura de João Lourenço quando este recebeu o homólogo português em Luanda. “O Chefe de Estado de Angola, quando o nosso Presidente da República esteve lá, chamou-nos de colonialistas, esclavagistas, ladrões, à frente do mundo inteiro”, recordou o político.

Para o líder do Chega, a hospitalidade portuguesa não deve ser confundida com subserviência ou silêncio perante o que considera ser uma retórica de vitimização histórica. “Não pode vir a Portugal sem ter a resposta, e a resposta que deve ter é esta: deixem de usar Portugal para justificar a vossa pobreza e a vossa corrupção”,   

Apesar da virulência da mensagem, Ventura sublinhou que houve o cuidado de não “manchar” a solenidade no interior do hemiciclo. Por uma questão de “respeito” ao novo Presidente da República de Portugal, o protesto foi mantido na via pública, evitando-se o confronto directo dentro da sala das sessões.

Contudo, o político foi terminante ao afirmar que o silêncio seria interpretado como “cobardia”. No seu entender, era imperativo que, no dia em que Portugal celebrava a sua continuidade institucional, ficasse lavrado o protesto contra o que classifica como uma má gestão dos recursos e das liberdades no país irmão.

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