Presidente da UEFA afirmou que alguns jogos do mundial não são interessantes

Maputo (O Destaque/ Cortesia) – Num comunicado conjunto divulgado esta semana, as federações de Cabo Verde, Curaçau, Uzbequistão, República Democrática do Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul expressam “profunda decepção” e rejeitam, de forma “respeitosa, mas firme”, as declarações atribuídas ao dirigente europeu.

As organizações sublinham que “não existe jogo sem importância no Campeonato do Mundo de Futebol”, defendendo que cada partida representa o esforço, a história e o sonho de milhões de pessoas no planeta.

13 federações de futebol de África, Caraíbas e Ásia manifestou uma forte posição conjunta de repúdio às recentes declarações do presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, que terá classificado alguns jogos do Mundial 2026 como “pouco interessantes”, segundo a (DW).

O documento destaca ainda o impacto simbólico da qualificação para seleções como Cabo Verde, Curaçau e Uzbequistão, onde a presença no Mundial é descrita como “a realização de um sonho coletivo construído ao longo de gerações”. Já para seleções como a República Democrática do Congo e o Haiti, o regresso à competição após longos períodos de ausência é visto como um momento histórico para os seus povos.

As classificações não surgem por acaso. São resultado de anos de trabalho, investimento e dedicação. Por detrás de cada seleção estão comunidades inteiras que encontram no futebol uma fonte de orgulho, esperança e união”, refere o comunicado.

As federações signatárias reforçam ainda que o futebol mundial deve preservar o seu caráter universal, rejeitando qualquer leitura que hierarquize o valor das seleções participantes.

O Mundial é a maior competição de futebol do planeta precisamente porque reúne culturas, histórias e realidades diferentes. Nenhuma seleção deve ser tratada como irrelevante”, conclui o texto.

A polémica reacende o debate sobre o respeito institucional entre dirigentes do futebol mundial e o equilíbrio na valorização das seleções menos tradicionais no cenário internacional.

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