Maputo (O Destaque com Agências Internacionais) — Portugal iniciou esta segunda-feira, 9 de março de 2026, um novo ciclo político com a tomada de posse de António José Seguro como Presidente da República. A cerimónia solene decorreu no Parlamento português, em Lisboa, perante representantes do Estado, líderes internacionais e diversas autoridades civis e militares.
No seu discurso inaugural, o novo chefe de Estado afirmou assumir o cargo com “honra e responsabilidade”, comprometendo-se a ser o presidente de todos os portugueses, dentro e fora do país. Seguro agradeceu a confiança depositada pelos cidadãos e prometeu exercer o mandato com independência, diálogo institucional e respeito pela Constituição.
Durante a intervenção, o novo Presidente prestou homenagem ao seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, destacando a dedicação demonstrada ao país durante a última década.
Seguro anunciou ainda que irá condecorar Rebelo de Sousa com o mais alto grau da Ordem da Liberdade, em reconhecimento pelos serviços prestados à democracia portuguesa.
A cerimónia contou com a presença de diversas figuras internacionais, entre elas o rei de Espanha, Filipe VI, e vários chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Entre os convidados estiveram também o Presidente da República, Daniel Chapo, o Presidente de Angola, João Lourenço, o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, o Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, e o Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta.
No discurso, Seguro alertou para as profundas mudanças no cenário internacional, sublinhando que o mundo atravessa um período de tensões geopolíticas, fragilidade económica e desafios climáticos. Segundo o novo Presidente, nenhum país pode enfrentar isoladamente essas ameaças, defendendo por isso o reforço da cooperação internacional e do multilateralismo.
Internamente, o chefe de Estado português reconheceu que Portugal enfrenta problemas estruturais antigos, como crescimento económico limitado, desigualdades sociais, envelhecimento da população, dificuldades no acesso à habitação e à saúde, bem como desconfiança nas instituições. Para enfrentar estes desafios, apelou a um compromisso político entre os partidos com representação parlamentar, de modo a garantir estabilidade governativa e reformas duradouras.
Seguro defendeu ainda que o país deve aproveitar o novo ciclo político, sem eleições nacionais previstas nos próximos três anos, para implementar reformas estruturais que melhorem a qualidade de vida dos portugueses.
Ao encerrar o discurso, o novo Presidente deixou uma mensagem de esperança, lembrando que Portugal já superou momentos difíceis ao longo da sua história. “O futuro não está escrito. Constrói-se com trabalho, visão e esperança”, afirmou, citando o poeta Luís Vaz de Camões.
Com a tomada de posse de António José Seguro, Portugal abre assim uma nova etapa política, marcada por promessas de diálogo, estabilidade e renovação institucional.
