Da chamada de última hora à desilusão com a conferência de investimentos de Gaza: os bastidores da humilhante queda de Mapandzene

Gaza (O Destaque) – A governadora de Gaza, Margarida Mapandzene, foi afastada do cargo após uma semana de intensa pressão política na província. A confirmação da sua saída ocorreu na última segunda-feira, na sequência de divergências internas no partido Frelimo e do impacto do escândalo relacionado com o desvio de donativos destinados às vítimas das recentes cheias que assolaram a região.

O processo de transição foi coordenado por Alcinda de Abreu, chefe da brigada central do partido encarregue de assistir a província de Gaza, que se deslocou ao local para assegurar uma demissão formal e sem sobressaltos públicos.

Margarida Mapandzene, que se encontrava em trabalho de campo no distrito do Guijá, foi convocada de urgência à capital provincial, Xai-Xai, onde lhe foi comunicada a decisão final. Na noite de quinta-feira, a governadora iniciou a desocupação das instalações do palácio governamental.

Apesar de a exoneração ainda não ter sido divulgada de forma oficial através dos canais institucionais, fontes do partido confirmam que a saída foi formalizada por meio de uma carta de renúncia. Com a vacatura do cargo, é expectável que o presidente da Assembleia Provincial assuma a gestão da província de forma interina nos próximos dias.

A destituição ocorre num momento crítico para a governação provincial, que preparava a realização da II Conferência Internacional de Investimentos de Gaza, agendada para o próximo dia 29 de Julho, em Maputo.

Nas últimas semanas, a governadora liderava pessoalmente as acções de mobilização e parcerias para o evento, que incluíram encontros com a comunicação social pública e com a Câmara de Comércio de Moçambique. O afastamento repentino da chefe do executivo provincial lança agora incertezas sobre a condução e a credibilidade do fórum económico.

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