ARIEL tenta “abafar barulho de salários” com Pagamento parcial e cria “fúria” aos trabalhadores da CONTACT após reunião convocada

Maputo (O Destaque) — Na semana passada finda, O Destaque denunciou uma série de despedimentos sem aviso prévio na empresa Contact, subcontratada da Fundação Ariel, um caso que gerou inquietação entre os trabalhadores e levantou dúvidas sobre o cumprimento das obrigações laborais.

Ontem, Segunda-feira, os funcionários voltaram a reunir-se, desta vez numa sessão convocada pela própria Fundação Ariel, entidade contratante, com o objectivo de apresentar um posicionamento sobre a situação. Durante o encontro, a direcção da Contact comunicou que prevê efectuar, nos próximos dias, o pagamento das férias em atraso. Contudo, os salários referentes aos meses de Abril e Maio continuam sem uma data definida para a sua liquidação.

A informação não trouxe alívio entre os trabalhadores. Muitos consideram que a medida fica aquém das expectativas face aos valores em dívida. “Pagam uma parte e deixam outra. Isso não resolve o problema, apenas adia”, afirmou um dos presentes, sob anonimato.

Persistem também dúvidas quanto a possíveis indemnizações relacionadas com os despedimentos. Segundo relatos, a empresa indicou não estar, nas actuais circunstâncias, em condições de avançar com compensações adicionais  uma posição que os trabalhadores classificam como pouco clara.

A reunião terminou sem consenso e com um ambiente marcado pela incerteza. Entre os funcionários, ganha força a percepção de que a resposta apresentada é insuficiente para a dimensão do problema, sendo descrita por alguns como uma solução temporária para uma crise mais profunda.

Até ao fecho desta edição, nem a Contact nem a Fundação Ariel tinham divulgado um comunicado público detalhado sobre o caso. Entretanto, os trabalhadores mantêm-se na expectativa por medidas concretas, ao mesmo tempo que avaliam possíveis acções futuras.

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